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Suspensão

WP vs Showa

WP e Showa fazem a suspensão de fábrica de muitas motos de motocross. Veja o que é igual, o que muda e por que a regulagem pesa mais que a marca.

O que são as suspensões WP e Showa?

WP e Showa são dois fabricantes de suspensão que equipam motos de motocross de fábrica: a WP é a marca de suspensão ligada à KTM e vem nas KTM e nas motos do mesmo grupo, como Husqvarna e GasGas; a Showa é uma fabricante japonesa que equipa motos japonesas, como as Honda CRF de motocross, entre outras, conforme o modelo e o ano. Por isso, a comparação WP vs Showa quase sempre é, na prática, uma comparação entre motos: quem escolhe a moto leva junto a suspensão que vem nela. As duas fabricam bengala (garfo dianteiro) e amortecedor traseiro. Outra marca comum no motocross de fábrica é a KYB, que equipa outras japonesas, como as Yamaha YZ; para ela, veja KYB vs WP e KYB vs Showa.

O que as duas têm em comum

O princípio de funcionamento é o mesmo. A mola, que pode ser helicoidal de aço ou de ar, sustenta o peso e define o SAG. O amortecimento hidráulico controla a velocidade do movimento: o óleo passa por pistões e pacotes de lâminas de aço (shims), e os reguladores mudam essa passagem, em geral em cliques. Em geral, nas motos de motocross com WP ou com Showa, o amortecedor traseiro trabalha com link e tem reservatório com nitrogênio sob pressão, separado do óleo. As regulagens também são as mesmas: pré-carga, compressão e retorno e, em muitos amortecedores traseiros, compressão separada em alta e baixa velocidade.

Onde costumam estar as diferenças

As diferenças reais estão no projeto de cada peça, e ele muda de modelo para modelo e de ano para ano. Os pontos que mais afetam o piloto são:

  • Tipo de mola da bengala: os dois fabricantes já produziram bengalas com mola helicoidal e bengalas pneumáticas (a ar). Na suspensão pneumática, a força da mola é ajustada pela pressão, com bomba própria; na de mola helicoidal, a dureza muda com a troca da mola, e a pré-carga, quando existe regulador, acerta altura e SAG.
  • Divisão de funções: em algumas bengalas, os dois tubos têm funções diferentes, como compressão em um e retorno no outro, ou a mola em um e o amortecimento no outro; em outras, os dois tubos são iguais.
  • Posição e faixa dos reguladores: onde ficam os parafusos de compressão e retorno e quantos cliques cada um tem variam conforme o modelo.
  • Peças internas e manutenção: retentores, buchas e pistões costumam ser específicos de cada marca e modelo; as lâminas são padronizadas por diâmetro e espessura, mas o conjunto montado (o shim stack) é próprio de cada suspensão. Os intervalos de revisão seguem o manual de cada moto.

Qual é melhor, WP ou Showa?

Não existe resposta única. As duas equipam motos de fábrica e as duas são usadas em competição. O que mais pesa no resultado é a regulagem de suspensão: mola certa para o seu peso, SAG dentro da recomendação do manual (no motocross, o SAG com o piloto costuma ficar perto de um terço do curso traseiro), compressão e retorno ajustados para a pista e óleo em dia. Uma suspensão de qualquer das duas marcas, bem regulada e revisada, trabalha melhor do que outra mal regulada ou com óleo vencido.

Na hora de comparar motos, pense em pontos práticos: se a bengala é a ar ou de mola e qual delas você prefere regular e manter, a facilidade de achar peças e o óleo indicado para o modelo na sua região e a existência, perto de você, de um profissional que conheça aquela suspensão.

Perguntas frequentes

Dá para colocar bengala Showa em uma KTM, ou WP em uma Honda?

Em alguns casos é possível, mas não é troca direta: diâmetro dos tubos, mesas, eixo da roda, fixação da pinça de freio e comprimento mudam entre projetos. Esse tipo de adaptação envolve direção e freio e exige projeto e profissional.

WP e Showa usam o mesmo óleo de bengala?

Não necessariamente. O fabricante especifica tipo, viscosidade e volume de óleo para cada modelo. Use o que o manual indica.

A marca muda o jeito de medir o SAG?

Não. O SAG é medido do mesmo jeito em qualquer amortecedor traseiro: é a diferença entre a medida com a suspensão totalmente estendida, com a roda no ar, e a medida com o piloto equipado na moto, em posição de pilotagem. O valor de referência vem do manual.